O animal quando está doente, altera o seu metabolismo, entrando num estado chamado hipermetabólico. É caracterizado por um aumento do consumo de oxigênio e do gasto energético, estando dependente, sobretudo, da severidade da doença. Ele provavelmente representa uma tentativa do corpo em prover adequadas quantidades de glicose e aminoácidos, a fim de otimizar as defesas do hospedeiro e a reparação de feridas no sítio da injúria.
O suporte nutricional atua juntamente com a terapia convencional, fornecendo os nutrientes necessários para a manutenção e recuperação do paciente. A falta de apetite, o baixo consumo ou até mesmo a inexistência da alimentação são situações comuns a animais doentes, principalmente nos casos em que a internação se torna necessária. O prolongamento dessa situação podem provocar um quadro grave de desnutrição e agravamento da doença.
O oferecimento adequado da alimentação, melhora a resposta do organismo frente à doença, otimiza a resposta a tratamentos clínico-cirúrgicos, reduz a deterioração da função imune, minimiza a perda de massa corpórea magra (musculatura), favorece a cicatrização e reparação tecidual, conseqüentemente, diminuindo o tempo de permanência dos animais internados.
O correto manejo nutricional do animal hospitalizado depende de uma adequada coleta de informações nutricionais do paciente (incluindo a condição ou escore corporal) e da realização de exames laboratoriais específicos, quando necessário. Devem-se estruturar protocolos e procedimentos internos que permitam a definição das necessidades calóricas do animal, tipo de alimento, via de administração e a quantidade de alimento a ser fornecida. Mecanismos de acompanhamento e registros diários do consumo efetivo de alimentos e da produção de fezes são, também, fundamentais.
O consumo inadequado de nutrientes pode complicar muitas desordens fisiológicas, sendo assim, mais difícil de tratar a doença. Animais que durante 24 ou 48 horas não apresentem consumo voluntário estão em balanço energético negativo, devendo receber intervenção nutricional enteral ou parenteral. A cada dia negligenciado aumentam-se significativamente os riscos de complicações e mortalidade. Uma meta prática seria começar o suporte nutricional dentro de 24 horas a partir do início da injúria ou doença.
Como regra geral, deve-se alimentar o animal da maneira mais simples, eficiente e barata. Esta é, sem dúvida, a alimentação voluntária. Quando esta não é efetiva, em função de anorexia ou é contra-indicada, a próxima opção passa a ser a alimentação enteral via sondas (nasoesofágica, esofágica). Esta via é mais fisiológica, barata e menos sujeita a complicações. A sonda nasoesofágica é colocada pela narina do animal e vai até antes da entrada do estômago. Não requer anestesia e o animal não pode estar vomitando. O animal pode permanecer com a sonda por até 10 dias. Como o diâmetro dessas sondas é muito pequeno, soluções especiais, formuladas e preparadas para este fim se tornam necessárias. A sonda esofágica é colocada diretamente no esôfago no animal e requer anestesia. Contudo, pelo maior diâmetro da sonda, o alimento fornecido pode ser uma ração comercial de boa qualidade preparada com água, batida no liquidificador e peneirada para não comprometer a passagem do alimento na sonda. Além disso, o animal pode permanecer com a sonda por volta de 3 meses. A terceira opção é a nutrição parenteral, podendo ser empregada, também, como forma de suplementação da via enteral. Consiste no fornecimento das necessidades do animal por via não entérica (intravenosa, intraóssea, peritoneal).
Seu animal está doente e não come? Peça ao Médico Veterinário uma avaliação nutricional. Quanto mais rápido a intervenção, maior a chance de recuperação.
Seu animal está doente e não come? Peça ao Médico Veterinário uma avaliação nutricional. Quanto mais rápido a intervenção, maior a chance de recuperação.
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